O segurança do Parque das Araucárias se obrigou a chamar a polícia
O enterro
— Moço.
Rapidamente o policial Otávio se virou:
— Vocês não estão procurando a casa de D. Margarete, não é? — perguntou uma
senhora que tinha alguns fios de cabelos brancos (próximo às orelhas), usava
óculos de armação cor de ouro e, sobre parte das costas e ombros, uma manta de
cor marrom clara (nesse início de madrugada, estava fazendo um frio que parecia
gelar até a alma).
—
Sim — tom de voz do fardado de que estava perdido. Continuou — A central de
polícia passou uma a ocorrência aqui nesse endereço. Falou que uma mulher
estava apanhando do marido aqui...
—
Sim. É aí na frente mesmo. Foi eu quem ligou para vocês. Foi para D.
Margarete...
— Ué. Mais como ela está apanhando do marido, sendo que o enterro do
marido dela foi ontem a tarde?
— O senhor conhecia o Sebastião Sanfona?
— Sim. Foi amigo nosso por muito tempo. Mais o que isso têm em haver com
a história? Se ele morreu ontem, como D. Margarete pode estar apanhando do
marido hoje. Por isso achei que estava no endereço errado. Chegamos passar até
duas vezes aqui na frente. Mais fiquei meio com dúvida em parar...
Explicou a vizinha:
—
Sim. Eu vi que vocês passaram duas vezes com a viatura. Mais o endereço é aqui
mesmo. Mas acho que o senhor não ficou sabendo. O Sebastião Sanfona morreu
ontem. Acontece que já tinha entrado na banda de música deles, o Mario da Gaita.
A D. Margarete já tava de namorico com ele. Entendeu agora, policial?
—
Eu não acredito...
Autor: Denis Santos (Guarapuava -PR).
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