O crime organizado no Paraná

Poema: O ônibus Quando embarcava no ônibus pelas madrugadas, percebia que muito das ruas do percurso, ainda precisavam de iluminação pública. Quando já estava um pouco mais longe de casa (fora a saudade da família e o pesado sono nas entranhas), era o pensamento que saindo da escola a noite, depois do trabalho, se o futuro lhe proporcionasse um salário melhor, poderia (um dia), sair espalhando pela cidade, que a vida não era só esse sofrimento, que carregava em silêncio, em segredo. Quando via vindo das catracas outras moças e rapazes, senhoras e senhores (fosse na quentura dos dias abafados, quanto, dentro das mangas compridas das frias estações do ano), talvez com essa gente que nunca fosse com elas conversar, esse quase junto, grudado, esse outro, a lembrança, não ficava no último ponto. Autor: Denis Santos (Guarapuava - PR).